sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Amigo imaginário.

Escrevo cartas para alguém que nunca vi, que nem sei se existe. Minhas cartas falam de mim, sobre o que sinto e o que sou. Parece loucura, mas escrevo essas cartas para este alguém que não sei o nome nem a idade, mas confio mais nele do que em 99% das pessoas que conheço.

As pessoas ao meu redor são frias como eu, são egoístas, mas esse alguém é apenas perfeito, ele não me julga, apenas me escuta. Seria o mal da solidão me atacando? Às vezes acho que este alguém é parente da solidão, pois ele sempre sabe quando ela me assola e então fica ali, pronto para receber minhas cartas.

Queria não ter que falar com o alguém da solidão, queria ser que nem a maioria das pessoas e despejar tudo em cima de alguém e me sentir bem depois. Por que tem tanta gente que pensa tanto (como eu) e outras que simplesmente não pensam nem se importam? Acredito que é mais fácil ser a pessoa que não liga, do que aquela que explode por dentro de tanta preocupação. O ruim de escrever para o meu alguém misterioso é que ele nunca me responde, apenas lê tudo o que eu tenho para dizer e fica quieto, talvez ele pense mais até do que eu e nem tenha tempo de falar, talvez ele seja que nem eu e também tenha um alguém misterioso para escrever também.

A parte boa de se pensar demais e gostar de escrever é que eu posso escrever uma tonelada de coisas de modo que apenas eu saiba o que elas significam, ou apenas aqueles que pensam como eu, os outros não se dariam ao trabalho de entender, apenas me chamariam de louca ou desocupada. Eu sinceramente não ligo, prefiro escrever para meu alguém invisível e, quem sabe, imaginário, que revelar-me e contar meus pensamentos a quem não se daria o trabalho de ouvir e muito menos entender.

Raquel

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vida Poética


Queria que a minha vida fosse como a poesia e eu tivesse controle completo sobre ela. Escrever as emoções que me convém sentir, ser uma heroína romântica ou apenas maquiar meus devaneios em rimas pobres.
O mundo é tão real. Os problemas, as pessoas, tudo é verdadeiro e não pode ser apagado e consertado por uma borracha. Isso me faz ter vontades loucas de fugir da realidade, de ir voando para um universo paralelo em que eu controle meus sentimentos e meus atos.
Quero viver dentro de uma poesia, onde até as tragédias são lindas, onde a melancolia nada mais é que um componente embelezador e os erros são propositais, onde os sentimentos estão tão bem escondidos que só podem ser sentidos por aqueles que gostam de ler poesias...

Raquel.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Dando as Caras

Que blog abandonado! Parece que tenho feito coisas demais, sou do tipo que enquanto tenho alguma coisa pra fazer simplesmente não sossego até ter feito, como resultado as coisas que não me cobram ação eu deixo meio que de lado. Tem vários dias na facul em que não mandam trabalhos nem marcam provas, mas quando marcam parece até combinado, tudo na mesmo dia, semana e mês. O resultado é um blog de uma desconhecida qualquer abandonado pela mesma.

Estou um pouco revoltada com o método de ensino de alguns professores . Sabe aqueles tipos que sentam na cadeira e ficam lendo parágrafo por parágrafo do mesmo texto que mandou você resumir? Acho isto uma chatice e não vejo como poderia compreender melhor desse jeito, afinal eu não preciso de alguém lendo para mim algo que já li e resumi.

De qualquer maneira vim postar hoje mais por uma questão de redenção que de ter o que falar, minha cabeça anda cheia demais de coisas que eu não quero discutir aqui. Odeio fazer promessas mas espero aparecer mais!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desligar

Estes dias estou confusa, pensativa e, pelo que vejo, improdutiva. Pareço uma estranha no mundo, na verdade eu creio que sou uma estranha. Sei que isso vai soar como muita loucura, mas eu acho que viver, às vezes, dói. Hoje, parece que pensar é algo ruim, eu penso e logo uma aflição invade meu corpo, gostaria de "desligar-me" em dias assim.

Mesmo sentindo mil coisas, tenho vergonha de descrevê-las, não sei explicar o porque, apenas tenho. Por que será que meu coração sente tanto? Por que alguém que tem tudo o que precisa se sente tão mal por dentro?

Não tenho muito ânimo para continuar escrevendo neste post. Espero voltar ao normal logo.

Raquel

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Medo de Escolhas

Edvard Munch



MEDO: Sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror.(Dicionário Aurélio)

Ultimamente não consigo pensar em nenhum assunto em especial para comentá-lo no blog. Ando pensando demais em escolhas certas e erradas que fazemos na vida, não sei se o que já fiz foi certo e tenho medo de persistir em um caminho moldado pela indecisão. Devo confessar que pensar no futuro sempre me deixou um pouco temerosa.

Depois de muito pensar, inclusive na idéia de desistir de tudo, resolvi que vou seguir este caminho enquanto não acho algum que me chame a atenção e vou começar a desenhar planos, pois até hoje vivi minha vida sem nada planejar, talvez isso tenha me tornado o que sou hoje: alguém que até hoje não sabe o que quer, nem teve objetivos certos.

Sei que a teoria é muito bonita e a prática é bem mais complicada, mas para quem que, até pouco tempo atrás, não tinha perspectiva, ter uma idéia do que sepode fazer já é um grande passo. Sonhos existem por algum motivo, resta a quem não acredita neles, sonhar e descobrir.

F. Raquel A. Moreira

domingo, 26 de outubro de 2008

Violência contra Violência?


Esses dias tive uma boa discussão com um amigo sobre bandidos e punições. Chegou um ponto na conversa em que lhe fiz a seguinte pergunta: Você acha que usando a violência se conquista a paz? (algo mais ou menos nesse sentido, não lembro as palavras exatas que usei), meu amigo respondeu que sim, que na nossa realidade de hoje só assim mesmo.

Eu discordo completamente, não é porque o sistema está pelo avesso que devemos lutar contra a violência como muito antigamente: "olho por olho, dente por dente".

Muitos acham, por exemplo, que o tal do Lindemberg merece morrer, porque foi crueldade o que ele fez com a moça que morreu e que, só prendê-lo não adianta nada, pois a menina perdeu a vida. Mas assim como só prendê-lo não vai trazer ela de volta, matá-lo com certeza também não vai. Matar não foi exatamente o que ele fez? Por que algumas pessoas querem tanto imitá-lo matando-o também?

Penso que o que nos dá essa sensação de injustiça e insegurança é o próprio sistema que temos no país, não só as leis, mas a má administração, tudo está interligado, então se um falha, todos falham. Não é matando um criminoso que os crimes pararão. Acredito que ninguém tem o direito de decidir quem deve morrer ou viver. Sim, os bandidos fazem isso, mas por isso são bandidos. Matá-los em nome da justiça não é, no mínimo, um pequeno paradoxo?


F.Raquel A. Moreira

sábado, 25 de outubro de 2008

Rótulos



O ser humano tende a classificar tudo: animais, plantas, pedras... tudo. É algo natural, às vezes é fácil, outras complicadas. Por exemplo, eu sou mamífera e os passarinhos que meu irmão cria são aves... E nós podemos ainda ser mais exatos, existem milhares de espécies de aves e, é claro, os seres humanos não são iguais, ou seríamos todos clones.

Pois é, existe gente de várias cores, lugares, religiões, simplesmente somos diferentes (ainda bem). Mas nessa mania de classificar tudo, acabamos criando uma nova maneira de classificar pessoas, uma maneira mais complexa: rotulando-as.

Quem nunca olhou para alguém e o classificou apenas pelas roupas que ele estava usando? Por exemplo, hoje é comum olhar para um menino com uma franja e associá-lo ao emocore. Ou ainda pela atitudes como olhar para uma pessoa comum de óculos cheia de livros na mão, entrando na biblioteca e logo chamá-la de "cdf".

Não há nada de errado em ser emo, cdf, ou seja lá o que se é, mas será que a forma com que rotulamos, naturalmente ou não, as pessoas não é um pré-julgamento que fazemos delas? Um garoto de franja não é necessariamente um emo. Assim como um emo não necessariamente é obrigado a escutar apenas emocore.

Pré-julgamentos geram preconceitos. Classificar as pessoas em pequenos grupos e ditar o que elas devem escutar, vestir e fazer é apenas limitá-las quando elas estão livres para fazerem e serem o que quiserem.


F. Raquel A. M.

O Primeiro

Minha primeira postagem vai ser uma apresentação, não só de mim, mas também das minhas idéias quanto à esse blog. Eu não sabia o que escrever no primeiro post, então fiquei pensando sem chegar a nenhuma idéia conclusiva. Vale salientar que pensei em postar minha opnião sobre a pena de morte, mas acho que isso não é uma boa idéia para o 1º post. Eu estudo turismo (não sou turista), gosto muito de escrever e este blog tem esse objetivo, vou exercitar a minha escrita. Não sou uma boa divulgadora (tenho vergonha) de blog, nem sou muito experiente nesse assunto, hoje em dia blogs são muito comuns, mas espero perder a vergonha e arregaçar as mangas para treinar muito a escrita! Quero tratar de assuntos banais e complexos, engraçados e sérios, quero escrever sobre TUDO (ambição). Espero obter bastante experiência e melhorar cada vez mais a minha escrita e, quem sabe até, descobrir o meu "estilo". É isso :)

Raquel M.