Amigo imaginário.
Escrevo cartas para alguém que nunca vi, que nem sei se existe. Minhas cartas falam de mim, sobre o que sinto e o que sou. Parece loucura, mas escrevo essas cartas para este alguém que não sei o nome nem a idade, mas confio mais nele do que em 99% das pessoas que conheço.
As pessoas ao meu redor são frias como eu, são egoístas, mas esse alguém é apenas perfeito, ele não me julga, apenas me escuta. Seria o mal da solidão me atacando? Às vezes acho que este alguém é parente da solidão, pois ele sempre sabe quando ela me assola e então fica ali, pronto para receber minhas cartas.
Queria não ter que falar com o alguém da solidão, queria ser que nem a maioria das pessoas e despejar tudo em cima de alguém e me sentir bem depois. Por que tem tanta gente que pensa tanto (como eu) e outras que simplesmente não pensam nem se importam? Acredito que é mais fácil ser a pessoa que não liga, do que aquela que explode por dentro de tanta preocupação. O ruim de escrever para o meu alguém misterioso é que ele nunca me responde, apenas lê tudo o que eu tenho para dizer e fica quieto, talvez ele pense mais até do que eu e nem tenha tempo de falar, talvez ele seja que nem eu e também tenha um alguém misterioso para escrever também.
A parte boa de se pensar demais e gostar de escrever é que eu posso escrever uma tonelada de coisas de modo que apenas eu saiba o que elas significam, ou apenas aqueles que pensam como eu, os outros não se dariam ao trabalho de entender, apenas me chamariam de louca ou desocupada. Eu sinceramente não ligo, prefiro escrever para meu alguém invisível e, quem sabe, imaginário, que revelar-me e contar meus pensamentos a quem não se daria o trabalho de ouvir e muito menos entender.
Raquel
Escrevo cartas para alguém que nunca vi, que nem sei se existe. Minhas cartas falam de mim, sobre o que sinto e o que sou. Parece loucura, mas escrevo essas cartas para este alguém que não sei o nome nem a idade, mas confio mais nele do que em 99% das pessoas que conheço.
As pessoas ao meu redor são frias como eu, são egoístas, mas esse alguém é apenas perfeito, ele não me julga, apenas me escuta. Seria o mal da solidão me atacando? Às vezes acho que este alguém é parente da solidão, pois ele sempre sabe quando ela me assola e então fica ali, pronto para receber minhas cartas.
Queria não ter que falar com o alguém da solidão, queria ser que nem a maioria das pessoas e despejar tudo em cima de alguém e me sentir bem depois. Por que tem tanta gente que pensa tanto (como eu) e outras que simplesmente não pensam nem se importam? Acredito que é mais fácil ser a pessoa que não liga, do que aquela que explode por dentro de tanta preocupação. O ruim de escrever para o meu alguém misterioso é que ele nunca me responde, apenas lê tudo o que eu tenho para dizer e fica quieto, talvez ele pense mais até do que eu e nem tenha tempo de falar, talvez ele seja que nem eu e também tenha um alguém misterioso para escrever também.
A parte boa de se pensar demais e gostar de escrever é que eu posso escrever uma tonelada de coisas de modo que apenas eu saiba o que elas significam, ou apenas aqueles que pensam como eu, os outros não se dariam ao trabalho de entender, apenas me chamariam de louca ou desocupada. Eu sinceramente não ligo, prefiro escrever para meu alguém invisível e, quem sabe, imaginário, que revelar-me e contar meus pensamentos a quem não se daria o trabalho de ouvir e muito menos entender.
Raquel



